Existe uma ideia em circulação de que projeto em CAD é coisa do passado e que só o BIM entrega qualidade. A realidade das obras diz outra coisa: a imensa maioria dos edifícios em uso hoje foi projetada em CAD, muitos deles com compatibilização exemplar. A pergunta certa não é qual ferramenta é moderna, e sim o que cada uma muda na prática do projeto.
O que o CAD bem feito entrega
No CAD, cada disciplina é desenhada em pranchas 2D e a compatibilização é feita pela sobreposição criteriosa dos desenhos e pela experiência de quem projeta. Quando o projetista conhece obra, o resultado é um projeto executivo claro, com os conflitos resolvidos e pranchas que o canteiro entende. Foi assim que a maior parte do nosso portfólio foi entregue, com obras bem-sucedidas.
O que o BIM acrescenta
No BIM, todas as disciplinas vivem em um único modelo 3D. Isso traz três ganhos objetivos: a detecção automática de interferências (clash detection), que encontra conflitos que o olho pode deixar passar; os quantitativos extraídos do próprio modelo, mais confiáveis para orçamento e compra; e a visualização tridimensional, que facilita a conversa com o cliente, o arquiteto e a executora.
Quando cada um faz sentido
Para obras de maior complexidade, com muitas disciplinas disputando espaço, o BIM tende a compensar o investimento adicional de modelagem. Para projetos mais diretos, o CAD bem compatibilizado continua entregando com qualidade e agilidade. O que não muda em nenhum dos dois é o fundamento: quem garante a obra sem retrabalho não é a ferramenta, é a compatibilização rigorosa e a experiência de quem projeta.
No nosso caso, os novos projetos vêm nascendo em BIM, e você pode navegar por um modelo real de casa de máquinas no nosso portfólio.
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